Foram retiradas duas agulhas do pulmão esquerdo e duas do coração.
Criança deve ser operada novamente na semana que vem.
A equipe médica retirou, nesta sexta-feira (18), quatro agulhas
do corpo do menino de 2 anos, após cerca de cinco horas de
cirurgia realizada em um hospital em Salvador (BA). O
procedimento foi considerado bem sucedido.
Foram retiradas duas agulhas que perfuraram o pulmão esquerdo e
outras duas que ameaçavam o coração do menino. A operação
começou por volta de 15h (horário local) e terminou por volta de
20h, informou a assessoria do complexo hospitalar.
A equipe médica teve que abrir o tórax da criança, para trabalhar
num pulmão e no coração. O sangue foi bombeado com a ajuda de
aparelhos. Pinças foram usadas para retirar as agulhas que
comprometiam órgãos vitais.
Cinco médicos, ente cirurgiões, cardiologista e pediatras
participaram do procedimento cirúrgico.
Parte da equipe médica que operou a criança disse que as agulhas
estavam oxidadas e ofereciam risco de infecção para o organismo
do menino.
A criança está com quadro estável, e foi transferida para a
Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica, informou a assessoria.
Nova cirurgia
A equipe médica espera, agora, por resultados de novos exames e
acompanham a evolução do quadro clínico da criança para definir
à realização de uma nova operação, provavelmente na semana que
vem. O objetivo da próxima intervenção cirúrgica é retirar
agulhas do abdome, onde está concentrada a maior parte das
dezenas agulhas inseridas no garoto.
"A segunda etapa deve ser a cirurgia no abdome,
para retirada de agulhas que estão na bexiga e no intestino. Num
terceiro momento será a retirada da agulha que está na coluna
cervical", disse Roque Aras, diretor-médico do hospital.
Um novo boletim médico sobre o estado de saúde da criança será
divulgado na manhã deste sábado (19).
Boletim médico divulgado antes da realização da cirurgia
informava que o paciente estava estável, mas com febre, causada
por uma infecção provocada pelas agulhas.
Ritual
De acordo com a polícia, o padrasto
e duas mulheres são suspeitos de enfiar as agulhas
no corpo da criança como parte de um ritual religioso. Os três
estão presos. Segundo a polícia, o ex-padrasto do menino disse
que comprava as agulhas para a suposta amante enfiar no corpo do
garoto. Eles seriam orientados por uma religiosa. As duas
mulheres negaram envolvimento.
Fonte: G1
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