segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Gravação prova denúncia contra diretor de trânsito de Quixadá

Os manifestantes ameaçam paralisar as atividades caso o diretor não seja exonerado. O prefeito de Quixadá, Rômulo Carneiro, já informou que vai receber uma comissão para negociação na próxima quarta-feira (14)

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Almeida Viana - Diretor do DMT

Após denuncia de agentes de trânsito de Quixadá, no Sertão Central, que diziam estar sendo coagidos a multar os motoristas e que tinha sido estabelecido uma meta de multas para cada agente realizar, o diretor do Departamento Municipal de Trânsito da cidade, Antônio Almeida Viana, disse que “não foi fixado meta” nenhuma. No entanto, um dos agentes de trânsito disponibilizou todo o áudio da reunião para o site RevistaCentral, com 59 minutos e 46 segundos de debates, acusações e principalmente ameaças.

Entre várias declarações, Viana deu explicações sobre o modelo que os agentes deveriam atuar e indicou os lugares que eles deveriam ficar, sendo um destes lugares os semáforos.

Veja alguns trechos que podem comprovar a denúncia dos agentes:
“[...] foi estabelecida uma regra, uma regra mínima. Queria estabelecer uma regra mínima de multas por exemplo. A gente ter pelo menos 30 multas por mês” (neste momento ele fala mas não dá para ouvir. Após a discordância das 30 multas teria resolvido fixar em apenas 15).

Almeida Viana continua:
“Tudo bem nós estabelecemos que seriam 15 multas e praticamente todo mundo, todo mundo fez aquela multa. Foi uma coisa simbólica que nós entendemos que era por questão… É extremamente tranquilo quanto a esse número ‘né’… O que eu acho que é possível, porque realmente se eu colocar um agente enfrente ao DMT ele faz todo dia oito/dez multas”.

O diretor considera pouco a meta de 15 multas e que deveria ser no mínimo 30 multas por mês:
“Até o final de setembro, eu quero estabelecer como regra, uma regra, todo agente tem que pelo menos ter em média uma multa por dia, uma multa por dia”. Após essa declaração Almeida Viana explica como deveria funcionar o esquema.

A agente Lidiany pede um minuto ao chefe e diz:
“Agora assim, essa coisa de estabelecer uma meta de multas, é por isso que não concordo”.

Outro agente pergunta se foi registrada a regra de fazer as 15 multas:
“Foi documentado, escrito em algum lugar uma regra”?

Almeida Viana rebate de forma grosseira:
“É a minha palavra contra a sua, a sua palavra como agente de trânsito tem fé publica, quem deu a fé publica a você?”

Agente
“Eu acho uma forma abruta você simplesmente tirar o dinheiro da pessoa. Acho uma forma arbitrária mesmo”

Almeida Viana
“A meta são 15. 15 foi estabelecida”. Para o diretor a meta seria de 30 multas e explica o motivo para defendê-las.

Agente
“Quando vem isso ai é uma forma de coação ‘né’, tá coagindo”

Quando indagados se irão realizar greve, Almeida Viana tem como resposta de Lidiany:
“Não vou fazer greve, mas eu diminuo minhas notificações”.

O diretor a ameaça dizendo que irá puni-la:
“Eu vou punir, eu vou punir, em todas as formas de direito”. Almeida Viana continua ameaçando a agente. “Então, então se você quer me enfrentar você vai encontrar. Certo? Se você quer me enfrentar Lidiany você vai encontrar”.

O chefe de gabinete, Henrique Rabelo, também havia informado ao Jangadeiro Online que não existe nenhum tipo de cota ou meta estabelecida pelo departamento.

Na última sexta-feira (09) 22 agentes de trânsito protestaram em frente à Prefeitura Municipal. Eles pediam a exoneração do diretor do Departamento Municipal de Trânsito (DMT), Almeida Viana.

Os manifestantes ameaçam paralisar as atividades caso o diretor não seja exonerado. O prefeito de Quixadá, Rômulo Carneiro, já informou que vai receber uma comissão para negociação na próxima quarta-feira (14).

Fonte: Jangadeiro Online

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